Ao concluir a Semana da Vida vem a propósito uma reflexão sobre os números mais recentes da vida humana em Portugal, até porque o Instituto Nacional de Estatística publicou no dia 12 de maio esses números relativos a 2022. Nesse ano nasceram em Portugal 83.671 bebés (42.925 rapazes e 40.746 meninas), isto é, 100 raparigas por cada 105 rapazes; destes morreram 217 antes de atingirem um ano de idade, o que não abona muito para o nosso serviço de saúde. A idade média das mães aquando do nascimento do 1.º filho é de 30,8 anos; 1/3 das mães tinha mais de 35 anos. Apenas 6 em cada 10 são de pais não casados, isto apesar do número de casamentos ter aumentado em 2022 com o fim da pandemia. Estes nascimentos aconteceram sobretudo no norte e na área metropolitana de Lisboa, apesar de só no Algarve terem diminuído em relação a 2021. Este número de nascimentos não compensa as 124.755 mortes que aconteceram em 2022, pelo que a nossa população continua a diminuir, se não tivermos em conta a migração. As nossas zonas do interior continuam a despovoar-se e em cada aldeia o número de mortes é largamente superior ao número de nascimentos. Há muito mais gente nos lares do que nas creches, embora se note a falta de ambos, por deficiência das nossas estruturas.
A Familiaris Consortio de S. João Paulo II na 3.ª parte ao falar do serviço à vida por parte dos casais cristãos afirma que uma das finalidades do casamento cristão é precisamente este serviço à vida. Primeiro gerando vida de felicidade para cada um dos cônjuges a partir do amor mútuo. Depois filhos para a vida e ajudando-os a crescer. Infelizmente é muitas vezes este serviço à vida aquilo que falta e muitos casais.
Por absurdo os nossos deputados estão mais preocupados com o legislar o direito de morrer pelo suicídio ou pela eutanásia, do que o direito à vida em plenitude... sinal dos tempos!
Agostinho Dias
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