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Ideias e Factos: Construtores da Paz

Agostinho Dias - 08/11/2018 - 9:58

Vem-se acentuando a ideia de que a paz só se constrói liberalizando o comércio das armas de modo a que responda com a sua violência a quem nos possa atacar com elas.
Pior ainda é a corrida ao armamento de destruição massiva a que vimos assistindo por parte das nações mais poderosas. Esta escalada de violência já se nota em países onde há em média mais de 160 crimes diários com armas brancas ou de fogo.
As notícias de tiroteios violentos são quase diárias… O clima de guerra existe não só nas frequentes manobras militares, mas também naquelas nações onde todos os dias soam os disparos das armas. Parece que ainda se dá demasiada importância ao ditado latino: “se queres a paz prepara a guerra”.
De fato a paz não se prepara com armas nem com violência, pela dissuasão do medo, mas com atitudes de diálogo e de reconhecimento dos direitos universais do homem. Foi a essa conclusão que chegaram os países da Europa quando no dia 10 de dezembro de 1948 (vai a fazer 70 anos) proclamaram a Declaração Universal dos Direitos do Homem como caminho para a Paz. Vamos no próximo mês celebrar o 70.º aniversário desta declaração e seria bom que políticos e cidadãos comuns voltassem ao espírito que ela encerra. Não é com atitudes que excluem os outros, sejam emigrantes ou refugiados, sejam de outra etnia ou raça, sejam de outra religião ou orientação sexual, que se constrói a paz, nem muito menos voltando armas para os atacar. É com o reconhecimento e promoção dos direitos e liberdades de todos que se promove a paz. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.
Vamos aproveitar o 70.º aniversário desta declaração para lembrar a todos os homens do mundo como foi proclamada pelas Nações Unidas por gente que sabia o custo e o peso de uma guerra que tinham acabado de viver.
 

 

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