É muito curiosa a maneira como o nosso governo responde às exigências dos cidadãos para reduzir os impostos e taxas que estão sujeitos. Senão vejamos alguns exemplos: vêm de longe as críticas contra e preço dos combustíveis agravados pelos impostos a que estão sujeitos. O governo respondendo a essas críticas no dia 1 de janeiro reduziu os impostos sobre a gasolina em 1,5 cêntimos; porém, no dia 7 de janeiro subiu o gasóleo em 1,5 cêntimos e gasolina em 1,3 cêntimos, isto é, não aliviou nada, pelo contrário subiu o custo. Outro exemplo: as portagens reduziram em algumas vias para as empresas do interior e para os transportes de mercadorias; contudo, houve sublanços que subiram para todos entre 3 e 10 cêntimos; feitas as contas “deu com uma mão e tirou com outra”, fingindo que respondia aos protestos contra o exagero dos impostos e taxas. O certo é que estamos a pagar por hora três milhões em impostos e trabalhamos mais de metade do ano para os pagar. Os impostos são um modo de e fazer justiça distributiva, se eles são aplicados no bem comum dos cidadãos: saúde, educação, segurança, transportes, obras públicas, etc. Contudo, apesar de termos uma brutal carga de impostos, olhamos para a saúde, as obras públicas, educação e vamos tantas carências e dificuldades, tanta coisa a cair aos bocados, que nos interrogamos se o nosso dinheiro foi para ali, ou para onde foi. Creio que há demasiados políticos sentados à mesa do orçamento, demasiadas fundações, demasiadas instituições que não sabemos bem para que servem. Os orçamentos deveriam dar prioridade aquilo que é essencial, mas creio que nem sempre é isso que acontece. Quando se gasta em “luxos”, falta para o essencial…