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Ideias e Factos: Cuidados Paliativos

Agostinho Dias - 20/02/2020 - 9:46

Na Beira Interior apenas 30% dos doentes em fim de vida têm acesso aos cuidados paliativos. Há apenas duas unidades de internamento com 31 camas e quatro equipas intrahospitalares e comunitárias. A sua missão é reduzir a dor ou dar-lhe um novo sentido, acompanhar espiritual, afetiva e psiquicamente cada doente, humanizando o seu fim de vida dando assim alguma qualidade. Ainda há quem considere os paliativos uma área de saúde secundária para não dizer mal amada. São sobretudo os que sofrem de tumores malignos, de doenças do aparelho circulatório, de Sida, e de doenças do foro respiratório que são assistidos pelos cuidados paliativos.
Estes cuidados são o contraponto à prática da eutanásia, porque dão ao doente em fase terminal razões de força para viver sentindo menos o seu sofrimento. Por este motivo a 16 e 17 de março, a Academia Pontifícia para a Vida promove em Lisboa e Fátima, as jornadas de cuidados paliativos em conjunto com a Conferência Episcopal e a Associação de Médicos Católicos. O 1.º dia, mais científico será na Calouste Gulbenkian, em Lisboa e terá a presença do Presidente da República. O 2.º dia mais pastoral será em Fátima e discutirá o papel das religiões nestes cuidados paliativos.
É mais fácil oferecer uma pílula que acabe com a vida (eutanásia) do que oferecer ajuda que mitigue o sofrimento, mas não acabe com a vida. Contudo é mais humano e dignificante acompanhar quem sofre considerando-o como pessoa com direitos e digna de ser amada até à sua morte natural. Também aqui não podemos aceitar a morte sem humanismo.

 


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