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Ideias & Factos: Desafios para o ano novo

Agostinho Dias - 05/01/2023 - 10:34

Servindo-me das palavras do irmão Alois, superior da comunidade ecuménica de Taize, estamos num período “de intensa polarização e agravamento das divisões nas nossas sociedades, e às vezes, até nas Igrejas e nas famílias”. E aqui surge o 1.º desafio para 2023: caminhar “juntos com os outros em direção à fraternidade universal”. Aliado a este está o desafio da paz numa Europa em estado de guerra. Diz o irmão Alois: “Rezar pela paz desperta o nosso sentido de responsabilidade e também a nossa solidariedade com aqueles que sofrem o drama da guerra”.
O 2.º desafio é-nos feito pelas alterações climáticas que continuam a afetar o nosso planeta: temperaturas extremas, chuvas descontroladas, fenómenos extremos de vento, alterações profundas no nosso habitat. Não podemos descuidar a descarbonização, a despoluição de todo o género, o respeito pelos outros seres que nos rodeiam, sob pena de entrarmos num planeta inabitável pelos seres humanos.
O 3.º desafio é o de uma vida mais frugal que contrarie a inflação ou até a recessão económica. Fala-se que vai aumentar o cabaz alimentar, sobretudo nos cereais e no peixe, que o gaz aumenta 3%, que a eletricidade no mercado regulado aumenta 1,6%, que as portagens aumentam 4,9% e mais 140 milhões vindos dos nossos impostos, que as taxas de juro continuam a subir, etc, etc. Embora possa haver aumentos nos ordenados e nos apoios, podemos cair numa espiral de inflação que faça milhões de pobres. Pode ser altura de reduzir o consumo aos estritamente necessários para travar este processo inflacionário.
Desejo aos nossos assinantes, leitores e anunciantes um feliz ano novo, mas só com o empenho de todos ele poderá ser melhor.

Agostinho Dias
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