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Ideias e Factos: Diálogo inter-religioso

Agostinho Dias - 17/03/2016 - 11:08

Pareceu a alguns descabida a celebração de uma oração, na mesquita de Lisboa, com representantes de novos grupos religiosos existentes em Portugal, no dia da tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, como presidente da República Portuguesa. Como diz o teólogo Hans-Kung “não há paz entre nações, sem paz entre religiões”. Neste campo ou se opta por um choque de culturas e guerra, ou se opta por um diálogo cultural e paz. O nosso Presidente optou pelo diálogo e pela paz.

Bento XVI dizia que na “cultura do Ocidente, Deus está ausente por um excesso de razão, e na cultura do Oriente parece haver um excesso de religião, por carência da razão. Nos dois casos há um desencontro entre a fé e a razão”. O racionalismo do Ocidente leva à indiferença religiosa; a carência de razão do Oriente leva ao fanatismo religioso. É tempo de encontrar pois o equilíbrio entre a fé e a razão e foi isto que se pretendeu.

Por outro lado todos sabemos como a Europa está a atrair uma grande vage de refugiados vindos do Médio Oriente . É necessário estarmos preparados para um diálogo inter-cultural e inter-religioso que busque os valores da fé e humanos das várias culturas e religiões de modo a estabelecer as tais pontes que tanto falou no discurso da tomada de posse.

Da parte da Igreja Católica o diálogo inter-religioso preconizado pelo menos em três documentos do Concílio Vaticano II, está agora a ser posto em prática pelo Papa Francisco de uma forma espetacular. É ele que diz que todas as religiões que levam a Deus boas e trazem a salvação aos seus crentes.

Contudo, não se pode matar em nome de eus – aí não há verdadeira religião.

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