Este ano o número de candidatos ao ensino superior público excede o número de vagas existentes em todos os cursos.
Penso que é uma boa notícia tal como o que nos diz que mais de meio milhar de candidatos são estrangeiros.
É sinal de que as nossas universidades e estatutos estão bem classificados e que os jovens estão interessados em adquirir ferramentas que os preparem para viver numa sociedade do conhecimento.
Seria bom que o ensino superior não preparasse os alunos só tecnicamente, mas também se preocupasse com a transmissão de valores para a vivência numa sociedade democrática e livre.
Estamos cansados de intolerâncias, de fraudes de toda a ordem, de atentados por parte de gente que não está preparada para viver numa sociedade democrática e livre.
É na escola que terão de se aprender estes valores que permitem viver em democracia.
Existe o reverso da medalha: enquanto muitos dos formandos em universidades não encontram emprego no país e têm de emigrar, há falta de gente para trabalhar em setores como a construção civil, a restauração, ou a agricultura.
São imigrantes, vindos sobretudo dos países de língua portuguesa, ou de países do leste que vão valendo para preencher algumas destas carências.
É uma ocasião de Portugal se abrir ao mundo e criar uma sociedade multirracial, onde todos possam viver.
Mais uma vez se realça a educação para valores de convivência democrática numa sociedade onde todos possam ter o seu lugar.