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Ideias e Factos: Estudar para quê?

Agostinho Dias - 28/07/2016 - 10:48

Mais um ano letivo chegou ao fim. Se no 12.º ano os resultados dos exames foram muito razoáveis com médias positivas em quase todas as disciplinas, o mesmo não se pode dizer do português e matemática do 9.º ano, onde as médias foram negativas e desceram em relação ao ano passado. São idades mais difíceis de motivar os que nelas se encontram, com a indisciplina em muitas escolas a prejudicar o rendimento dos alunos.
Agora é a altura de concorrer aos 51.348 lugares disponíveis no ensino superior. Para esse concurso pesa a nota que em alguns cursos como medicina tem de ser muito alta, e pesa ainda a empregabilidade no fim do curso. Há no mercado 1060 cursos à disposição dos concorrentes, mas é natural que alguns fiquem sem clientes, especialmente aqueles em que o desemprego atinge mais de 20%, como é o caso de psicologia, artes, sociologia ou arquitetura entre outros. Normalmente é nos politécnicos que ficam mais cursos sem abrir, por falta de alunos. 
Finalmente há ainda os que acabaram as licenciaturas e mestrados no ensino superior e que procuram colocação no mercado de trabalho. Penso que são estes os que têm a tarefa mais complicada, dada a escassez de trabalho no nosso país; muitos já estão a pensar na emigração como única solução para a sua vida. É sem dúvida a fase mais complicada da existência destes jovens à procura de trabalho que não encontram. E o problema é a falta de trabalhadores em muitas repartições do país, que não podem ser contratados por imposição da União Europeia, e por falta de verbas disponíveis. 
O dinheiro é sempre o problema… tão mal distribuído que ele anda…  

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