Uma das reivindicações comuns a todas as lutas laborais a que vimos assistindo é a da falta de trabalhadores nas empresas. São os médicos e pessoal de enfermagem, são os transportes, são os bombeiros, forças de segurança e até já os professores se queixaram do mesmo. Estão todos cansados de fazer horas extraordinárias, de terem excesso de trabalho nos seus turnos. Se 26% dos concelhos do interior têm mais reformados do que gente no ativo, é natural que aí se publiquem anúncios a pedir empregados sobretudo para a restauração; mas nos concelho à beira mar, há 6% de pessoas em idade de trabalhar a viverem do desemprego, não compreendemos esta falta de empregados.
Não compreendo, se a falta é porque não são abertos concursos para preencher os lugares, ou sé é porque não há gente habilitada para concorrer, ou se é porque as condições de trabalho não são atrativas. Seria bom que se fizesse uma reflexão séria para resolver a situação que incomoda muita gente.
Relacionada com esta questão está o problema da idade da reforma que também faz geralmente parte de todas as reivindicações a que vimos assistindo. As profissões de desgaste rápido, e pelos vistos hoje são cada vez mais, vêm exigindo os 60 anos como máximo da idade de reforma.
Com isso não lhes é concedido, e pelo contrário, essa idade vem aumentando, são frequentes as baixas médicas que reduzem ainda mais o número daqueles que trabalham.
Aqui não pode servir de modelo o modo da aposentação dos deputados à Assembleia da República; mas também não podemos querer que se trabalhe até aos 80 anos como já por aí se diz. A diminuição da população é real entre nós, mas ainda está longe de chegarmos a esse ponto…
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