Em Davos, na Suiça estiveram reunidos não só chefes dos países mais ricos do mundo, mas também os que por sua conta acumularam as maiores fortunas. São dados estatísticos impressionantes: os 2.000 mais ricos têm mais dinheiro do que os 60% da população mundial; os 22 mais ricos têm mesmo mais dinheiro do que todas as mulheres de África juntas, segundo a Oxfram. Como se consegue isto? Dizem as estatísticas que há 500 milhões de pessoas a trabalhar sem salário, sendo os jovens os mais excluídos. Há 500 milhões com remuneração insuficiente que não dá para os trabalhadores terem uma vida digna. Há mesmo 42% de mulheres que trabalham sem qualquer remuneração. Há toda uma série de negócios escuros que são próprios dos que acumulam estas riquezas, como de vez em quando vem a público nos jornais. Há países onde estes negócios prosperam com a cumplicidade dos governantes, quando não são eles próprios a promove-los em proveito próprio.
O Papa Francisco escreveu a este fórum a seguinte mensagem: “Somos todos membros de uma família humana. A obrigação moral de cuidarmos uns dos outros decorre desse facto, assim como do princípio relacionado de colocar a pessoa humana, e não a mera busca do poder ou do lucro, no centro das políticas públicas”. E acrescenta: “um desenvolvimento humano verdadeiramente integral só pode florescer quando todos os membros da família humana estão incluídos e contribuem para a busca do bem comum”.
E conclui: “Que as vossas deliberações levem a um crescimento de solidariedade, especialmente com os mais necessitados, que experimentam a injustiça social e económica e cuja própria existência está ameaçada”.
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