A notícia vem de Braga e diz que 18 pessoas estão indiciadas pelo Ministério Público de terem retirado 123.339 euros, de modo fraudulento, de contas bancárias de clientes do Banif e Montepio, utilizadores de plataformas “home banking”.
O esquema é simples, os três cabecilhas “agruparam-se entre si e a 15 indivíduos que se supõem residentes no Brasil, com vista a obter de modo fraudulento dados bancários destas plataformas, e a retirarem das contas a que acedessem com tais dados o dinheiro que conseguissem.
Vão responder por um crime de associação criminosa e um crime de branqueamento.
Os três arguidos estão acusados de associação criminosa, falsidade informática, burla informática qualificada e branqueamento.
Nestes tempos de confinamento, estes peritos em roubos através dos computadores têm usado todos os estratagemas para conseguir os dados bancários daqueles que querem roubar: mandam mails pedindo esses dados, porque lhes querem fazer doações, apresentando faturas falsas, ameaçando em nome das finanças ou de outras entidades, etc.
Aqueles que caiem e lhes fornecem os dados pedidos, nunca mais os deixam até lhes retirarem da conta tudo o que puderem.
O roubo de dados através da informática é uma tentativa frequente em que caiem não só os mais ingénuos, mas até muitos que se pensam de peritos.
Há alguns que roubam essas informações para denunciarem falsidade, como foi o caso de Rui Pinto, há outros que o fazem apenas roubar, ou subornar.
Quando não sabemos de certo a origem dos mails, eles só servem para serem apagados imediatamente.