O mês de Agosto em Portugal foi cheio de festas populares e festivais muitas delas em honra de um Santo(a). Não faltam programas gastronómicos, animação de grupos musicais, missa e uma ou várias procissões em honra do Santo(a). São milhares as pessoas que se deslocaram a estes eventos.
A festa em Setembro continua, embora mudando de tons. A campanha eleitoral vai animar as cidades e vilas maiores com arruadas, idas a feiras e mercados, comícios, gastronomia e muitos discursos.
Em vez de o povo “pagar” as promessas ao Santo, é o partido que faz as promessas ao povo, mas sem intenção de as pagar. Em vez de terem como objetivo pagar as despesas e apresentar lucro que faça obra ao serviço do povo, têm como objetivo “caçar votos”, já que o pagamento das despesas está garantido (se não se alargarem) com os impostos do povo.
Em vez das quermesses com vendas em favor da festa, há quermesses de camisolas, esferográficas, bonés, etc, gratuitos a favor do povo. Em vez de grupos musicais há sobretudo dizeres e slogans mais ou menos repetidos e estereotipados. Em vez de serem os festeiros a montar e desmontar tudo o que serviu à festa são os partidos que se encarregam dessa tarefa. Motivos diferentes, fins diferentes e métodos diferentes, tudo é festa para o povo português.
Se por natureza a festa serve para distrair da vida e levar-nos a gozar e fruir daquilo que gostamos, o mês de Setembro não deverá ser de festa, mas de reflexão sobre a vida e os problemas do país. Cada um tem o que merece…