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Ideias e Factos: Investigação e buscas

Agostinho Dias - 19/06/2019 - 9:37

É rara a manhã em que não sejamos surpreendidos por notícias de investigações da Polícia Judiciária com buscas nos mais variados locais: ou é nas Câmaras por contratação fraudulenta de serviços públicos, ou é nos bancos e escritórios de advogados por burlas qualificadas e branqueamento da capitais, ou é nas empresas mais diversas por lucros fraudulentos, ou é em locais que não imaginávamos ligados a políticos por corrupção ativa e passiva, etc.; finalmente há uns tantos que são constituídos arguidos, há uma série de documentos que são apreendidos, há uns tantos que ficam em prisão preventiva ou domiciliária, outros que têm de pagar cauções, ficam com termo de identidade e residência, impedidos de contactar com os comparsas. Todos negam os crimes de que são acusados, eles e os advogados que os defendem. Segue-se uma longa investigação por parte do Ministério Público, e alguns casos chegam mesmo a julgamento passados muitos meses e até anos, depois de todas as peripécias dilatórias por parte dos advogados de defesa. Se há dinheiro, seguem-se os recursos para os tribunais superiores, se a sentença não agradar; se não há dinheiro, segue-se a condenação ou absolvição logo na 1.ª instância. Há mesmo casos que quando chegam ao fim, já estão prescritos pela lei. Fazer justiça dá muito trabalho, exige muitos meios e pessoas para investigar, e tudo isso fica muito caro…
Tudo seria mais simples se houvesse ética em relação aos contratos e negócios que se fazem. Se as pessoas fossem educadas para o cumprimento de lei, para o respeito pelos direitos de cada pessoa que vive ao nosso lado, para a lisura de processos na relação com os outros, para a fidelidade aos compromissos assumidos, nada disto era preciso. Assim andamos sempre desconfiados, com o pé atrás para não sermos enganados, e inseguros.

 

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