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Ideias e factos: Investimento público

Agostinho Dias - 12/12/2019 - 9:54

Na altura em que na Assembleia da República se ultima o orçamento do Estado para o ano 2020, seria bom que o Investimento público fosse contemplado com uma verba maior do que a dos anos anteriores em que se investiu em média 347 euros anuais por habitante. Com esse dinheiro organiza-se a saúde, os transportes públicos, o ensino, a segurança de todos os portugueses. Esta verba tem-se manifestado mais que insuficiente: urgências encerradas por falta de pessoal médico, serviços que não funcionam, listas de espera nos hospitais, escolas sem pessoal docente e auxiliar e com construções com amianto, a paixão pela ferrovia adiada e falta de comboios, polícias manifestando-se nas ruas alegando falta de pessoal. Tudo isto mostra a falta de investimento nestes setores e atira Portugal para o 3.º pior investimento público per capita na União Europeia; atrás de nós só a Roménia e Bulgária.
Seria preferível chegar ao fim do ano sem o excedente orçamental que satisfaz o ego no ministro das finanças junto dos pares europeus, e termos um melhor nível de vida. Seria preferível não ceder tanto às necessidades da banca e exigir mais responsabilidade aos banqueiros.
É certo que por vezes não é apenas o dinheiro que faz falta, mas precisa-se uma organização melhor das empresas, com planos de ação mais funcionais, com trabalhadores mais diligentes e sobretudo com menos burocracias e menos corrupção. O Tribunal de Contas acaba de demonstrar que por exemplo o plano da maioria das autarquias contra incêndios é ineficaz e consome demasiado erário público. Aqui está um exemplo de que não é só com aumento de verbas que se resolvem as situações.

 

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