Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… assim cantava o saudoso José Mário Branco a quem presto homenagem.
Nos tempos do PREC de 1974 estava em voga um verso de Caetano Veloso: “é proibido proibir”.
Fez escola e foi usado até à exaustão.
Passados 45 anos os nossos políticos esqueceram este slogan e trocaram-no por outro: “é proibido permitir”, a não ser que pague do seu bolso.
É proibido aos pais escolherem a escola para os seus filhos; todos têm de escolher a escola pública, pois a escola privada, seja confessional ou não, deixou de ser apoiada com o dinheiro dos impostos pagos pelos portugueses.
Se alguém a preferir, por qualquer razão, terá de continuar a pagar os impostos e ainda a escola dos filhos.
É proibido aos doentes escolherem o hospital, a clínica ou o serviço de saúde que preferirem, pois é obrigatório escolher o serviço nacional de saúde.
Se quiserem escolher outro privado, terão de pagar os tratamentos ou um seguro de saúde que os pague, sem serem por isso dispensados de pagar os seus impostos.
Como o serviço nacional de saúde está pelas ruas da amargura muitos acabam por morrer à espera duma intervenção cirúrgica atrasada muitos meses.
A liberdade é a capacidade de em cada momento podermos escolher o que julgamos melhor, sem prejudicar o bem comum.
Tanto no campo da saúde, como no da educação o monopólio não será o sistema que favorece a liberdade do cidadão, sujeito de valores e ideais que o monopólio nem sempre satisfaz.
Compete ao Estado respeitar e favorecer esta liberdade.