A 1 de outubro começou o novo ano letivo nas Universidades e Politécnicos com cerca de 51.000 alunos, mais 15% do que no ano passado; restam 6.000 vagas para a 2.ª fase das candidaturas que termina a 9 de outubro, com a saída dos resultados a 15. Entre nós há 2400 novos alunos no politécnico. Este aumento de alunos é explicado por haver mais desemprego, e por isso mais gente disponível para estudar, entrando alguns acima dos 23 anos; por outro lado há quem diga que, devido ao ensino á distância, os exames do secundário foram mais fáceis, e por isso mais alunos concluíram essa fase dos estudos. Houve 31 cursos em que só entraram os que tinham nota superior a 18 valores. O pior vai ser arranjar quartos para todos.
Há dias um empreiteiro de obras dizia-me que se via aflito com falta de trabalhadores na construção civil, embora pagasse bem. E acrescentava que com tanta gente a estudar seria cada vez pior a situação. Embora lhe tenha respondido que o conhecimento é sempre algo de bom e muito positivo, fiquei a pensar se não estaremos a viver o que aconteceu em França nos anos 60 do século passado, em que os emigrantes é que fizeram o trabalho de construção civil, que os franceses recusaram. Que emigrantes poderão vir para cá fazer esse trabalho? Se se concretizar o plano de recuperação vamos ter dificuldades…
O ensino preparatório e secundário começou ainda em meados de setembro, com muitas regras e cautelas por causa do covid. Mesmo assim em Castelo Branco, já há uma turma do ensino secundário em quarentena devido a um caso de infeção por este vírus. Não vai ser um ano fácil, nem para os professores, nem para os alunos, e só com muita disciplina ele poderá continuar a ser presencial até ao fim. Oxalá que sim…
Agostinho Dias
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