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Ideias e Factos: Novo ano letivo

Agostinho Dias - 15/09/2016 - 10:24

Está em fase de arranque o novo ano escolar do ensino básico, que contém os alunos desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano. É uma máquina muito pesada que inclui mais de um milhão de alunos, distribuídos por 55 mil turmas, professores, pais e a sociedade em geral, já que com a nossa maneira de estar todos somos educadores destas crianças. Se é certo que entraram nas escolas 7.306 docentes em contratação inicial, mais 500 do que no ano passado, também é verdade que há 1572 professores do quadro, que não têm alunos; destes 1 em cada 3 são pré-escolar. Isto mostra que ainda se sentem bem os feitos da fraca natalidade dos últimos anos em Portugal, para além de haver muitas crianças até aos cinco anos em que os pais optam pelo ensino particular. Parece que este ano letivo a colocação de professores no ensino público correu melhor, já que em finais de agosto todos os docentes estavam colocados, restando 150 horários com menos de 8 horas por preencher, e que ficarão para os concursos de escola. Dizem os sindicatos que ao todo ficaram 30 mil docentes sem colocação, a maioria dos quais terão o desemprego como destino. Se da parte dos docentes parece que tudo está operacional, o mesmo não se pode dizer do pessoal auxiliar, cuja carência está a afetar o arranque das atividades de algumas escolas.
No campo das reformas propostas, sobressai a de o ano letivo ser composto apenas por dois períodos escolares, em vez dos três atuais. Já acontece assim em alguns países da Europa com interrupção de aulas nos finais de janeiro e com pequenas interrupções no Natal e na Páscoa. Isto  vão obrigar à mudança de alguns hábitos familiares, sobretudo no que toca à ápoca destas duas festas. 
Educar é sempre um trabalho complexo para tirar de dentro de cada criança o que nela há de melhor, para o pôr em prática na sua vida. Exige a congregação de muitos fatores como a família, a escola, a comunicação social, as associações desportivas e culturais, etc. Nunca somos demais para este trabalho, embora haja quem pareça querer rejeitar alguma parte da sociedade. 

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