Entre 13 e 16 de setembro vai começar o novo ano letivo de 2022/23.
Foram colocados quase 13.000 professores: 7.099 contratação inicial, 5.692 em mobilidade interna. Pelos vistos ainda há muitas vagas sem professor; só em informática ainda falta preencher 80% das vagas. Esperamos que a falta de professores não deixe demasiados alunos sem aulas…
Outro problema que se põe nesta altura é o dos gastos com a compra de material no princípio de um ano letivo dominado pela subida da inflação. Segundo a “consumer choice” a maioria dos portugueses prevê gastos até 50 euros em material escolar; 1/3 dos portugueses prevê gastos até 100 euros; a maioria faz as compras em supermercados. Outra fonte de gastos são as atividades extracurriculares: a natação e o futebol são as mais procuradas; quase 50% dos inquiridos sobre estas atividades têm um orçamento mensal de 50 a 100 euros para o apoio ao estudo (explicações) e atividades. Felizmente os livros escolares são gratuitos e os vouchers para os adquirir já estão a ser usados. Tudo isto só para quem frequente o ensino público; o ensino privado e o cooperativo continua a ser pago pelos alunos que o frequentam.
Os transportes são na maioria organizados pelas câmaras e juntas de freguesia e tendencialmente gratuitos. Nas cidades ainda há muitos pais que vão levar os seus filhos à escola em transporte particular. As creches só são totalmente gratuitas para as crianças até 1 ano de idade que frequentem as creches do setor social, ou solidário; os que não tiverem lugar nestas creches, pelo menos até janeiro, terão de pagar. As cantinas escolares só são gratuitas para alunos considerados carenciados. Em tempos de fazer contas aos gastos, tudo isto são dores de cabeça para as famílias. Esperamos um bom ano letivo e que os alunos aproveitem as chances que têm.