Está em fase de arranque o novo ano letivo em Portugal, quer no ensino básico, quer no ensino superior. No que toca ao ensino superior está em perspetiva a possibilidade do fim das propinas para todos os alunos. À partida não concordo com esta medida. Sou partidário de em Estado Social que deve ter um papel pró-ativo no apoio aos alunos que não tenham possibilidade de pagar propinas e por isso não possam estudar. Ninguém deve ficar sem estudar por causa do dinheiro das propinas. No entanto os contribuintes não têm obrigação de pagar com os seus impostos àqueles que não têm quaisquer dificuldades económicas em pagar as propinas. Temos bolsas de estudo, eventualmente isenção de propinas aos alunos carenciados. Agora, isenção generalizada não me parece o melhor sistema. Estou de acordo com o maior número possível de residências para estudantes que facilitem a vida a quem vai do interior para os grandes centros já que o aluguer dos quartos para estudantes está a níveis incomportáveis.
No ensino básico temos a questão dos manuais gratuitos até ao 12.º ano. O estado não paga às livrarias a tempo e horas e por isso estas não se mostram sobremaneira entusiasmadas. Para diminuir a conta, há a questão de reutilização dos manuais pois estes nem sempre saiem em bom estado das mãos dos utilizadores. Esperamos que a “guerra” dos professores tenha acabado e o ano decorra com tranquilidade.
Quanto à questão das casas de banho penso que não é questão para os alunos, mas apenas para os mentores da ideologia do género.
Agostinho Dias
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