No próximo domingo vamos celebrar o dia da mãe. Esta figura da mãe tem cada vez mais importância na nossa sociedade: em 2018, das cerca de 87 mil crianças que nasceram em Portugal, 48 mil (quase metade) são filhos de mães solteiras. No nosso país temos 459.344 famílias monoparentais, a maioria construída por mulheres com filhos a seu cargo; há 1.401.622 casais com filhos, o que quer dizer que pouco menos de um terço dos filhos estão confiados apenas às mães. Estas mães solteiras muitas estão a viver em “união de facto”, sem qualquer vínculo, ou mesmo só com os filhos, e um casamento com outra pessoa do mesmo sexo, pois na última década foram celebrados mais de quatro mil casamentos deste género e desde 2016 podem adotar ou procriar filhos.
Com tantas evoluções na família, são pertinentes algumas reflexões neste dia da mãe. Há mães que temos de reconhecer como heroínas, pois sem a ajuda de ninguém lutam por ajudar os seus filhos a tornarem-se adultos. O ideal será que o filho tivesse em casa o modelo masculino e feminino para que a sua educação fosse cabal e completa. Temos de reconhecer que há mães que se esforçam por desempenhar sozinhos este duplo papel.
Há no entanto que ter presente outra reflexão: quando uma criança é concebida os direitos desta criança devem ter o primeiro lugar em tudo. Uma criança não é concebida para satisfazer os anseios do pai ou da mãe; é concebida para poder ser feliz em tudo e sempre, vendo sempre os seus direitos em 1.º lugar. Nem sempre é isto que acontece… e quem sofre é sempre o mais fraco.
A família completa será sempre o meio natural mais favorável para o desenvolvimento do ser humano. Parabéns às mães que assumem a sua maternidade como um serviço à humanidade.