Em 2016 houve em Portugal 32.399 casamentos, mais 6 do que no ano anterior; destes, 31.977 foram entre um homem e uma mulher, 249 entre dois homens, e 173 entre duas mulheres. Dos 31.977 casamentos realizados entre pessoas do sexo oposto, 11.274 foram celebrados pelo rito católico, 20.543 foram realizados só na forma civil, e 160 foram feitos segundo outras formas religiosas. Os 422 casamentos realizados entre pessoas do mesmo sexo, têm como fundamento a ideologia do género, segundo a qual, não se nasce com um sexo determinado pela natureza; o sexo é fruto da escolha pessoal e livre de cada um. Este movimento cultural tem reflexos na compreensão da família, como se lê na Carta Pastoral dos Bispos Portugueses intitulada “a propósito de ideologia do género”. O Papa Francisco considera esta teoria “um grande inimigo atual do casamento” e acrescenta: “hoje está em ato uma guerra mundial para destruir o casamento. Hoje existem “colonizações ideológicas” que o destroem não com as armas, mas com as ideias. Por isso é preciso defender-se das colonizações ideológicas”.
Outro grande inimigo do casamento é o de o querer tornar um contrato a prazo. Em 2016 divorciaram-se em Portugal 22.649 casais (mesmo assim menos 1.037 que no ano anterior), o que dá mais de 60 divórcios por dia. Isto é consequência e explicação dos muitos atos de violência doméstica que se vão verificando por esse país fora. Na visão cristã, o casal deveria ser a visibilidade do invisível amor nupcial de Deus pela humanidade e de Cristo pela Igreja. No entanto, caminhando nesta onda, são cada vez mais os casais unidos na Igreja que pretendem declarar nulo o seu casamento católico, por não ter tido a devida preparação. É nessa preparação que as paróquias terão de investir de modo a que seja entendida a sacramentalidade do casamento que, normalmente, se desvanece na encenação ritual e social dos casamentos.
Nem tudo é mau; ainda são muitos os casais a celebrar boda de oiro e de prata e a declararem a felicidade da sua união.
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