Diz o Relatório da ONU que a partir de 2020 os padrões de vida diminuíram durante dois anos seguidos, devido sobretudo à Covid. Somos menos instruídos, morremos mais cedo e os rendimentos estão a cair. Para 2022 que está a decorrer as coisas, pelos menos entre nós não estão nada famosas: aumentou a mortalidade, inclusive infantil, a inflação está a “comer” os rendimentos dos portugueses, e a intranquilidade de uma guerra na Europa continua a ter feitos perniciosos em toda a linha.
Para obstar à queda dos rendimentos o governo de Portugal propôs medidas de apoio às famílias, que segundo os políticos se estão a revelar um embuste: todos os reformados e pensionistas vão receber mais meia-pensão no mês de outubro; só que este apoio vai ser descontado nas pensões de 2023, pelo que no fim desse ano não representa qualquer aumento. O IVA dos primeiros 100Kw/h de eletricidade descerá de 13% para 6%, o que representa um apoio de pouco mais de 1 euro. Não se mexe nos impostos dos combustíveis, nem garrafas de gaz, reutilizadas por cerca de 2 milhões de portugueses, nem dos produtos que fazem parte do cabaz de compras na alimentação que são os que enchem os cofres do governo com os impostos que pagam. Dizem os políticos da oposição que estes apoios não passam de um embuste do governo socialista. Quer isto dizer que o que vem no relatório da ONU para 2020 e 2021, vai continuar a ser do mesmo em 2022. O Papa Francisco diz que só o diálogo pode pôr fim à guerra na Ucrânia. Ele próprio já se ofereceu por várias vezes para mediar esse diálogo, mas até à data só se ouve o disparo dos mísseis...
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