Pela revista Forbes ficámos a saber que o homem mais rico do mundo é o dono da Amazon, com uma fortuna de 152 mil milhões de dólares, quase tanto como a dívida pública de Portugal.
A Amazon é uma empresa que se dedica a fazer e comercializar telemóveis celulares, TV’s, computadores, livros, etc.
Ficamos também a saber que em Portugal os 10 mais ricos têm bastante menos e que a maioria deles já nasceram ricos tendo herdado a fortuna que possuem; apenas 18 pessoas que estão na lista 100 mais ricos construíram a sua fortuna a partir do zero.
Ficamos também a saber que 2017 foi um bom ano para eles que viram a sua fortuna a crescer 20% num ano.
Na lista está gente ligada à indústria transformadora da cortiça, aos centros comerciais, ao turismo, à construção, às farmacêuticas. Isto mostra que falta no país inovação com indústrias de ponta e a riqueza é feita essencialmente pelos setores terciários e serviços, turismo e comércio.
Seria interessante sabermos da miséria dos mais pobres que não têm dinheiro para ter casa, para tratar da saúde, para terem as refeições diárias, para terem um lar de idosos que os acolha… Disso não trata a Forbes.
Estamos num mundo em que o dinheiro deslumbra, comete injustiças, é capaz de matar, de acabar com amizades e até de acabar com algumas certezas.
O dinheiro é mais forte que a preservação ambiental, é causa de despejos selvagens, é mais forte do que a cultura, ou os direitos humanos mais comezinhos.
O poder está a ficar embriagado pelas fortunas e não se dá conta do desmoronamento iminente…