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Ideias e factos: O tempo no ensino

Agostinho Dias - 05/12/2019 - 9:34

A partir do relatório da OCDE estamos a chegar à conclusão de que os alunos portugueses sãos dos que passam mais tempo nas escolas, e nem por isso têm melhores resultados nas aprendizagens. Senão vejamos: as crianças pequenas passam nas creches mais de 10 horas por dia em média. Deveriam passar mais tempo em família, criando laços de afetividade e descobrindo o sentido prático da vida, mas, ou por familiares estarem muitas horas no trabalho, ou por estarem longe, eles acabam por ser prejudicados no seu crescimento natural.
As crianças e adolescentes do ensino escolar deveriam estar 12 anos nos vários ciclos do ensino; no entanto, devido aos “chumbos” acabam por muitas delas, ou não lhes bastarem os 12 anos, ou desistirem da escola antes de chegarem ao fim da escolaridade. É certo que o problema não se resolve por proibir os chumbos, mas por colocar nas escolas mais professores com a missão de tentar recuperar os que têm mais dificuldades.
Apenas 50% dos jovens na casa dos 20 anos frequentam o ensino superior, e aí as raparigas levam a dianteira aos rapazes, pois são elas que mais chegam à licenciatura. Com a exaltação que por aí vai do futebol e do dinheiro que nele se ganha, é natural que os rapazes pensem mais na bola do que nos estudos. Todos estes fatores colocam Portugal no 23.º lugar dos países da OCDE, no tocante ao ensino. Precisamos de muito tempo nas escolas para ficar atrás dos outros países; é necessário aproveitar melhor o tempo dando mais meios de trabalho para o tornar mais rentável. Caso contrário é perder tempo e dinheiro.

 

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