Espera-se que em julho chegue a Portugal o cheque de 2.100 milhões, dos 16 mil e seiscentos milhões de euros provenientes da chamada “Bazuca”. Com este cheque o nosso PIB este ano pode crescer 2,4% e podem ser criados 50 mil empregos. Para receber mais dinheiro da U.E. o país terá de cumprir 341 metas ou objetivos propostos por Bruxelas, acompanhadas de 32 reformas e 83 investimentos. Se fizer isto, O Programa vai até agosto de 2026. Por isso o Primeiro Ministro diz que este programa é uma corrida de fundo e não de 100 metros. Exige-se transparência e fiscalização na aplicação destes dinheiros, pois como diz o Presidente do Tribunal de Contas “quando há muito dinheiro junto é preciso ter muito cuidado com a corrupção”. Todas estas notícias trazem os nossos governantes muito otimistas, até porque grande parte deste dinheiro vem a fundo perdido e outra parte com juros baixos pagável até 2046. Se acrescentarmos ainda que atualmente a poupança das famílias é de 17 mil e quinhentos milhões de euros, também isso pode ajudar na retoma, como almofada financeira. Será preciso que, quer os políticos, quer os banqueiros cumpram a sua missão integralmente para que tudo possa correr bem.
No n.º 22 do Evangelli Gaudium o Papa Francisco diz: “Enquanto não forem radicalmente solucionados os problemas dos pobres, renunciando à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira e atacando as causas estruturais da desigualdade social, não se resolverão os problemas do mundo e, em definitivo, problema algum. A desigualdade é a raiz dos males sociais”. Esperamos que estes fundos sejam para corrigir estas desigualdades…