Aproxima-se o 1.º de maio, festa de S. José Operário, data em que o mundo reflete sobre os direitos e deveres de quem trabalha e de quem dá trabalho aos outros. Este ano , nas manifestações que se vão realizar em Castelo Branco, a “precaridade abusiva” é um dos temas que vão ser tratados. Apesar de estar prevista as passagem de contratação a termo para dois anos, o que “é um avanço”, segundo os sindicalistas, o patronato encontra formas sub-reptícias para despedir os trabalhadores no fim destes dois naos, e fazer com que voltem a um novo contrato, prolongando deste modo a precaridade.
O alargamento do período experimental para 180 dias, é segundo os sindicatos, outro motivo de preocupação já que no período experimental “os trabalhadores não têm direito a nada”.
Não tem sido fácil em Portugal a resolução dos conflitos de trabalho; têm-se multiplicado as greves e manifestações, com muitos reflexos e complicações na vida do dia a dia dos portugueses. São os professores, os enfermeiros, os bombeiros, as forças de segurança, os motoristas de transporte matérias perigosas, e até os militares se mostram descontentes. São atos médicos adiados, corrida às bombas de combustíveis, risco de não haver classificações para os alunos no final do ano, e o mais que adiante se verá.
Penso que no que toca a direitos dos trabalhadores é tempo de eles serem reconhecidos universalmente de acordo, aliás, com a Organização Mundial de Trabalho, regida pela O.N.U. O mais difícil é quando estão em causa os salários dos trabalhadores. Falta uma entidade independente que avalie a real situação das empresas ou do país, e a sua capacidade de pagar melhores salários, sem pôr em causa a viabilidade das entidades patronais. O que é facto é que há gestores com salários milionários, mais de cem vezes superiores aos dos trabalhadores, e apenas preocupados em distribuir dividendos pelos acionistas…
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