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Ideias e factos: Razões de viver, ideais para morrer

Agostinho Dias - 12/03/2020 - 9:48

As pessoas hoje preocupam-se com o seu bem estar físico: fazem caminhadas, praticam desporto, seguem dietas alimentares, inscrevem-se nos ginásios, fazem análises preventivas, querem ter médico de família, frequentam termas, etc. 
Preocupam-se também com o bem estar psicológico: fazem reiki para atrair energias positivas, ioga, pilates, frequentam psicólogos, fazem escapadelas, não dispensaram as férias calmas, etc. Algumas empresas colaboram com este bem estar psicológico, fazendo encontros de motivação, procurando que haja tempos de motivação do trabalho… Todos sabemos como o bem estar físico psicológico é importante para a nossa vida pessoal e para a rentabilidade no nosso trabalho.
É importante termos razões para viver e por isso motivamo--nos para isso. 
É também muito importante termos ideais para morrer. Aí só a espiritualidade, qualquer que ela seja, pode trazer esses ideais. O revolucionário que diz “pátria ou morte”, revela um ideal espiritual para viver e para morrer. O cristão que sente a vida como um caminhar ao encontro do Pai amoroso que o espera na morte, também revela esse ideal. O jiadista que põe o cinto de explosivos e faz despoletar no meio da multidão, também o faz por um ideal espiritual.
Acontece, porém, que a espiritualidade não é o forte do homem de hoje e por isso quando faltam as razões para viver, também faltam os ideais para morrer. Surge então a solução da eutanásia, ou do suicídio assistido, que começa a ser defendido nas sociedades ocidentais. Só morre por um ideal o que através da espiritualidade desenvolve esse ideal, pelo qual dá a vida. É essa espiritualidade que temos de descobrir…

 

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