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Ideias e Factos: Salvemos a floresta!

Agostinho Dias - 10/11/2016 - 10:23

Um Conselho de Ministros realizado na Lousã aprovou 12 medidas para defender a nossa floresta dos incêndios que todos os anos a destroem. Uma delas foi a criação de um banco de terras, não registadas pelos proprietários até 2018, e cujos donos não apareçam nos 15 anos seguintes; vão ficar sob a posse do Estado que se tornará definitiva a partir de 2033, caso não tenham sido reclamados. Parece-me que entre nós não haverá muitas terras sem dono. Haverá sim muitos donos que, pela idade, ou pela ausência, não estão em condições de preserverar a sua floresta. O problema não é a falta de papéis, é de falta de pessoas que trabalhem. Esta falta de braços faz cair pela base não só esta medida, mas muitas das outras que foram aprovadas.
Outra medida aprovada foi limitar a plantação de eucaliptos e o avanço de espécies invasoras como as mimosas. Olhando a nossa realidade, verificamos que as espécies invasoras, como as estevas e giestas, estão a tomar conta dos pinhais e eucaliptais, e são o rastilho que faz a propagação no caso dos incêndios conjuntamente com muitos restos de ramos caídos nas matas. Quem vai travar o avanço dessas invasoras, se os donos não têm idade, nem saúde, nem dinheiro para pagar a quem o faça? Pode ser mais uma medida que não passa do papel…
Foi ainda decidido colocar o ordenamento florestal ao nível municipal com quem se devem tratar as questões burocráticas relacionadas com a floresta. Parece-me uma boa decisão, mas agora é preciso dotar as Câmaras Municipais de capacidade para fazerem esta gestão.
Foi ainda anunciado que o governo vai reequipar 44 equipas de sapadores florestais em 2017, e criar 20 novas equipas por ano até 2020; vão ter uma comparticipação de 40 mil euros em vez dos 35 mil atuais. Parece-me uma decisão acertada, desde que não se fique apenas pelas burocracias e esta gente venha mesmo para o terreno limpar a floresta, as bermas das estradas e caminhos e construir os aceiros.
Finalmente Capoulas Santos anunciou ainda incentivos às sociedades de gestão florestal, a simplificação do funcionamento das zonas de Intervenção Florestal (ZIF) e isenções fiscais. A ver vamos…

 

 

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