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Ideias e factos: Saúde e violência

Agostinho Dias - 16/01/2020 - 9:44

Até ao final do mês de setembro, do ano passado, foram reportados 995 casos de violência contra profissionais de saúde, na plataforma criada pela Direção Geral de Saúde; em todo o ano de 2018 foram comunicados 953 casos. Isto quer dizer que as injúrias e por vezes as agressões aumentaram no ano passado, contra enfermeiros e médicos de serviços nacional de saúde. “Não se compreende como é que a maioria destas situações não tenha sido colocada perante um juiz e não tenha sido aplicada uma medida de coação” – diz um responsável do sindicato independente dos médicos.
De facto, se há uma profissão que exija calma, paciência e acutilância para fazer o diagnóstico da doença, é a das pessoas ligadas à saúde. Falo das situações normais, e não quando se exige ao médico ilegalidades como baixas fraudulentas, ou outras coisas parecidas… Todos estes casos exigem melhores condições de atendimento no serviço nacional de saúde e maior segurança para aqueles que aí trabalham. Os anos de espera por uma consulta de especialidade, a falta de médicos nas urgências que obrigam os pacientes a uma espera de horas, não fazem bem à paciência de qualquer mortal e muito menos à de quem está fragilizado pelo sofrimento.
Esperamos que o reforço dos 800 milhões de euros, a promessa de admissão de mais oito mil profissionais nos próximos dois anos, não seja mais um truque oco da governação socialista, mas sim medidas que venham melhorar a saúde dos portugueses. O S.N.S. precisa de médicos de família disponíveis para atender quem deles precise, evitando assim as falsas urgências de que tanto se queixa.

 

Agostinho Dias
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