Portugal continua a perder uma média de 41.000 pessoas por ano; a média anual de descida entre 2010 e 2015 foi de 0,4% ao ano.
Nesta altura seremos à volta de 10,3 milhões de residentes no país.
Continuam a morrer mais pessoas do que a nascer e emigrar mais gente do que a imigrar.
Umas das consequências deste fato é o envelhecimento da nossa população com as sequelas no orçamento.
Somos mesmo o país da Europa onde a percentagem dos idosos atinge 20,1% da população, já que na Europa essa percentagem é de 18,7%.
O custo das pensões rondam os 14% do PIB e a saúde representa 6%, devendo as despesas com a saúde crescer a um ritmo mais acelerado do que as pensões. Se em África, há em média 12 crianças para cada idoso, a média mundial é de 3 crianças por idoso.
Em Portugal essa média é de 3 idosos por cada criança.
Dizem os técnicos que são urgentemente necessárias duas coisas em Portugal: uma política de natalidade adequada, acompanhada do crescimento económico. Para aumentar a natalidade são necessárias medidas adequadas de apoio às famílias e uma nova mentalidade que as tornem mais estáveis.
A instabilidade das famílias também se pode medir pelo número de divórcios, que neste momento se situam em 70 por cada cem casamentos.
Com tanta instabilidade, a que se juntam muitas uniões de fato instáveis, é natural que os casais pensem bem antes de decidir gerar filhos.
É pois necessário repensar a preparação do casamento, a mentalidade que envolve as famílias.
Como dizia há dias D. Antonino, em declarações à Ecclesia: “ Vivemos esta cultura do provisório, uma era de plásticos e os jovens são fruto deste tempo, têm dificuldade em enfrentar a riqueza do matrimónio com medo de falhar; outros não têm esse sentido de responsabilidade, escolhem “à lá carte”.
Entre nós, não é por acaso que a universidade sénior albicastrense é a escola da cidade com mais alunos...