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Ideias & Factos: Tudo à molhada

Agostinho Dias - 09/05/2024 - 10:21

Precisamos de quem nos governe de modo a resolver os principais problemas sentidos pelos portugueses que são: erradicação da pobreza, sistema de saúde do S.N.S., em crise, falta de professores nas escolas Públicas, Justiça a deixar prescrever processos importantes, falta de habitação acessível aos portugueses, polícias e forças armadas descontentes… Todos juntos os governantes do país são chamados a resolver estas situações. E o que vemos? Discussões periféricas do Presidente sobre a relação com as ex-colónias, querelas partidárias sem fim na Assembleia da República, justiça contestada de todas as formas, governo a acusar os que o antecederam… Afinal quem é que resolve os problemas que dizem respeito aos portugueses e que verdadeiramente os afligem? Estamos a percorrer um caminho perigoso que faz lembrar o que aconteceu com a 1.ª República em 1911: acabou no 28 de maio de 1926 com a instauração da ditadura… Não é isto o que querem os portugueses e manifestaram-no bem nos 50 anos do 25 de abril e do 1.º de maio. No entanto os novos políticos eleitos, ou nomeados, estão a seguir um caminho perigoso que esperamos que não nos conduza aí…
Diz o nº. 226 da Evangelii Gaudium: “o conflito não pode ser ignorado ou dissimulado; deve ser aceite. Mas se ficarmos encurralados nele, perdemos a perspetiva, os horizontes reduzem-se e a própria realidade fica fragmentada. Quando paramos na conjuntura conflitual, perdemos o sentido da unidade profunda da realidade”. No número seguinte acrescenta: “a forma mais adequada, de enfrentar o conflito: é aceitar e suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo. Felizes os pacificadores”.  

 

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