Em democracia são os cidadãos que escolhem os seus representantes para em seu nome governarem o país. Nenhum cidadão consciente se deve demitir dessa escolha feita em eleições livres, como vai acontecer no dia 6 de outubro. O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa apela ao dever cívico de votar nestas eleições e até dá critérios para essa escolha.
O primeiro é conhecer os programas dos mais de 20 partidos e coligações que se apresentam ao eleitorado. Não é tarefa fácil sobretudo por serem tantos e tão diversificados. No entanto, só conhecendo o que eles propõem e o que se lê nas entrelinhas poderemos escolher com conhecimento de causa.
Para os cristãos o 2.º critério é julgarmos esses programas à luz da doutrina social da Igreja, atendendo a documentos já publicados que trazem essa doutrina. Aqui a tarefa complica-se já que tenho a impressão que são documentos desconhecidos até por eclesiásticos, apesar de o Papa Francisco falar continuamente da doutrina social da igreja nas suas pregações. Talvez por isso lhe chamam comunista e até já há quem ameace com um cisma.
O critério mais plausível será o bom senso dos portugueses que já noutras ocasiões têm mostrado saber o que querem e não se deixam levar por quimeras ou ilusões. Diante da complexidade de ter de escolher entre quase duas dezenas de candidatos aos quatro lugares a que o distrito de Castelo Branco tem direito, há a tentação de não votar em nenhum e ficar em casa. Ao menos vamos a votemos no que nos parecer menos mau, pois só assim cumprimos o nosso dever cívico de votar.