É preocupante a situação de violência extrema que se está a viver em Portugal com gente que desaparece e depois é encontrada assassinada e por vezes com uma violência extrema. Quase todos os dias os jornais trazem situações destas, vindo-se depois a descobrir em alguns casos que foram mortos pelos próprios familiares. Geralmente as vítimas são crianças, ou pessoas que caminham para a terceira idade, os mais frágeis, e por isso mais sujeitos à violência dos adultos. Estamos numa sociedade que justifica o aborto e que faz tentativas para justificar a eutanásia. É uma maneira legal de ir eliminando os mais frágeis, que dependem dos outros para poderem viver e por isso são considerados um empecilho.
Os idosos por vezes são condenados a uma tal solidão que ninguém dá pela sua presença, e, quando morrem sozinhos em casa, ficam dias, meses, ou até anos até que alguém encontre o seu cadáver, já em decomposição ou até mumificado. Não há cuidadores formais ou informais que tomem conta deles. Este ano foram anunciadas mais 168 vagas os cuidados continuados das Misericórdias, mas o que é isso para uma sociedade constituída por 2 milhões e cem mil idosos? As estatísticas dizem que 90% destes idosos não têm acesso a serviços continuados de qualidade. Tudo isto é uma forma de morte lenta que se dá a esta gente atirada para a solidão.
Diante disto tudo conclui-se que precisamos de humanizar a sociedade. Os mais frágeis não podem ser olhados como empecilhos para quem trabalha e está na força da vida. Cuidar deles é construir um mundo melhor, onde as pessoas valem por si e não pela sua capacidade de produzir.