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Ideias e Factos: Viva a justiça!

Agostinho Dias - 11/10/2018 - 9:32

No próximo sábado chega ao fim o mandato de Joana Marques Vidal, como Procuradora Geral da República. Todos nos sentimos gratos, , menos os acusados, pelo seu excelente trabalho. Foram sete os inquéritos levados a efeito por ela, e por isso foi classificada de excelente. Mexeu no desporto, na alta finança e na política. Deixou-nos a ideia clara de que para ela a justiça é cega e por isso não distingue colarinhos brancos, ou de qualquer côr, mas todos lhe estão sujeitos, até quem trabalha na justiça. Esta porta aberta obriga a uma continuação sem medos ou recuos, sem pressões, ou influências políticos, com total independência exigida aos magistrados que só devem estar ao serviço do direito e da justiça, doa a quem doer. Deixa-nos um legado em que recuperamos a esperança na lei e nos seus  guardiões. É preciso continuar este legado.
Num Estado de Direito a justiça tem um papel fundamental a defender. Ficamos descansados quando sabemos que não há nada nem ninguém acima da lei. Numa época em que o país se via cada vez mais avassalado pela corrupção a todos os níveis, mesmo ao mais alto; numa época em que os de baixo olhavam para o cimo da pirâmide e viam os poderosos encobertos pela imunidade, foi providencial a presença desta Procuradora.
É certo que numa democracia a liberdade de imprensa, as reivindicações da rua fazem mossa. Mas se a justiça não está atenta e atuante, tanto se pode cair no poder da rua, o que é reprovável, ou na ignorância de todas as denúncias por parte da justiça, o que não é menos reprovável. Ainda bem que houve uma senhora que atenta a todas as denúncias, mandou investigar, inquirir e depois atuar de acordo coma gravidade das provas recolhidas. A sua saída limpa é a medalha mais valiosa que pode levar.
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