Uma queixa apresentada por Abel Louro, na qualidade de presidente da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco, está na base da destituição do presidente e direção da Federação Portuguesa de Judo, segundo anunciou a Lusa, citada por diversos órgãos de comunicação social.
O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) confirmou à agência de notícias a perda de mandato de Jorge Fernandes, na sequência de um inquérito que – é referido – aponta “as suas conclusões para o incumprimento por parte do presidente da direção federativa”.
A decisão do IPDJ já foi formalizada junto da FPJ.
Compete aos órgãos superiores federativos acionar agora os meios institucionais para validar a destituição e consequentemente promover a realização de eleições antecipadas.
Jorge Fernandes já reagiu à decisão do IPDJ de perda de mandato à lei do artigo 51º do Regime Jurídico das Federações Desportivas, relativo a incompatibilidades ou intervenção em contratos no qual tenham interesse.
“Se houve alguma irregularidade tem de ser cumprida e se essa for perder o mandato é da vida, é a lei”, pode ler-se em vários meios de comunicação, citando declarações à Lusa.
Tal como começámos, o inquérito do IPDJ foi despoletado a partir de uma queixa apresentada pelo líder diretivo da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco. Abel Louro elencou na exposição ao Instituto Português do Desporto e Juventude situações de incompatibilidade com o exercício de funções por parte de Jorge Fernandes no Judo Clube de Coimbra.
Recorde-se que em agosto o organismo associativo sediado em Castelo Branco já tinha retirado a confiança ao presidente da FPJ, depois de seis anos de inequívoco apoio a Jorge Fernandes.