Fui jogador. Fui treinador. Vivi este clube por dentro: com os pés, com a voz, com o coração.
Sei o que é subir a escadaria dos balneários com o peito apertado e o estádio a ferver lá fora. Sei o que é gritar um golo e ouvir a bancada devolver em dobro. E sei, acima de tudo, que o Benfica de Castelo Branco nunca dependeu só dos onze que estão em campo. Dependeu sempre de todos.
Este fim de semana joga-se mais do que um resultado. Joga-se a identidade de um clube com história, de uma cidade com orgulho. Joga-se a entrega de quem cá esteve ontem e a esperança de quem cá estará amanhã.
A paixão por este clube não se mede em palavras, mede-se na presença. Precisamos das famílias nas bancadas, dos jovens que sonham entrar em campo um dia, dos antigos jogadores, dos que sempre acreditaram. Porque um clube como o nosso joga com todos.
Sei o que custa perder com um estádio vazio. E sei o que é ganhar porque havia gente nas bancadas que acreditava tanto como nós.
Há jogos em que não se entra — regressa-se.
Vamos, juntos, escrever mais uma página bonita da nossa história.
O Benfica chama. A cidade responde.
José Ramalho (antigo jogador e treinador do BC Branco)