A LBP exige equidade de tratamento dos bombeiros que integram as EIP e o DECIR para que tenham as mesmas condições salariais que outros agentes, como os bombeiros sapadores florestais.
Bombeiros deviam ter tratamento igual
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) exige equidade de tratamento dos bombeiros que integram as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para que tenham as mesmas condições salariais que outros agentes, como os bombeiros sapadores florestais, já que todos executam “ações de combate a incêndios rurais e os primeiros, até apresentam mais competências técnicas que os últimos”.
Em comunicado, a Liga esclarece que os bombeiros que integram as EIP recebem o valor base mensal de 757,01 euros, valor que sobe para 946,26 euros para o chefe. Já a carreira e categoria de bombeiro sapador 1 tem fixado o valor de 960,98 euros, ou seja, uma diferença de 203,97 euros mensais e até no caso do chefe da EIP uma diferença de 14,72 euros. Uma correção que, segundo a LBP “terá um impacto anual de 10,8 milhões de euros, representando mais 5,4 milhões para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e 5,4 milhões para os municípios”.
Avança ainda que “a diferença desfavorável aos bombeiros é ainda mais gritante se se tiver em conta que estes têm um vasto conjunto de especializações que lhes permitem serem verdadeiramente técnicos de proteção e socorro, estando habilitados a executar ações de supressão do fogo, mas também de socorro e salvamento de pessoas e bens, ações de desencarceramento em acidentes, de combate a incêndios urbanos e industriais, de socorro pré-hospitalar, entre outras”.
Assim, a LBP, como representante de todos os bombeiros e das associações humanitárias e entidades detentores de corpos de bombeiros e dos seus comandos, “não pode deixar de exigir que a situação seja corrigida de imediato, garantindo que os bombeiros sejam remunerados pelo valor fixados para os bombeiros sapadores florestais”.
O organismo liderado por António Nunes não entende “que hajam critérios diferentes para profissões idênticas”, manifestando-se “solidário com todas as ações cívicas que as nossas associadas possam vir a tomar para que seja reposta a justiça”, além de endossar de imediato este assunto ao Governo, à Provedoria de Justiça e aos diversos partidos com assento Parlamentar.