A presidente da Associação Mais Lusofonia, Sofia Lourenço, fez uma visita institucional à cidade brasileira de Arapiraca, no estado de Alagoas, para “reforçar laços de cooperação".
Sofia Lourenço com Vytor Ferro e Luciano Barbosa
A presidente da Associação Mais Lusofonia, Sofia Lourenço, fez uma visita institucional à cidade brasileira de Arapiraca, no estado de Alagoas, para “reforçar laços de cooperação entre Cabo Verde, Portugal e Brasil através da cultura, da economia criativa e da valorização das identidades lusófonas”.
Foi recebida pelo autarca de Arapiraca, Luciano Barbosa, e pelo secretário municipal Vytor Ferro, tendo ainda participado “num conjunto de encontros destinados a explorar oportunidades de intercâmbio internacional e de aproximação entre territórios unidos pela língua portuguesa e por uma herança histórica comum”.
A Arapiraca foi deixado o convite para participar na Bienal Internacional das Artes e Ofícios, integrada no evento internacional das Cidades Criativas, que decorrerá em Castelo Branco. A iniciativa permitirá que artesãos do município apresentem as suas criações a um público internacional, promovendo o património cultural local, estimulando novas oportunidades comerciais e reforçando a visibilidade do artesanato arapiraquense além-fronteiras. Sofia Lourenço apresentou-lhes ainda a obra “O Sabor da Lusofonia”, publicada pela “Mais Lusofonia”, que reúne receitas dos países lusófonos.
Sofia Lourenço sublinha a importância da cooperação entre os países que partilham a língua portuguesa e defende uma aproximação baseada na valorização das raízes culturais comuns. “Para mim foi uma honra ser recebida em Arapiraca representando a Mais Lusofonia, mas também enquanto cônsul honorária de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, sendo esta uma forma de união de forças entre Brasil, Portugal e Cabo Verde. Só assim faz sentido, pois temos a mesma língua, apenas com sotaques diferentes, conjugando história e tradições”, reiterou.
Quanto ao convite a Arapiraca foi aceite, tendo o município destacado que é “uma oportunidade para valorizar o trabalho dos artesãos locais e abrir novos mercados para produtos associados à identidade cultural da região”, considerando que esta presença em Castelo Branco ajudará “a mostrar ao mundo o talento, a criatividade e a história das artesãs e artesãos locais”, manifestando apoio às “iniciativas que valorizem quem transforma arte em sustento, cultura e desenvolvimento. Investir no artesanato é preservar tradições, gerar renda e abrir novos caminhos para que o nome de Arapiraca ultrapasse fronteiras”.