Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Missão: Jovens Sem Fronteiras estiveram na Sertã

Lídia Barata - 20/08/2026 - 8:00

Trocam dias de férias por uma experiência que lhes enriquece o espírito. Os Jovens Sem Fronteiras fizeram comunidade no concelho da Sertã.

Partilhar:

Jovens estiveram com o bispo D. Pedro Fernandes

Vinte e quatro jovens, de diversos pontos do país, passaram 10 dias de agosto na Sertã, onde ficaram instalados na sede dos escuteiros. Fazem parte do movimento católico Jovens Sem Fronteiras (JSF), integrados na Congregação dos Missionários do Espírito Santo e, neste período, vieram dar um pouco de si às gentes do Pinhal Interior Sul.

Envolveram-se na comunidade, desenvolveram atividades com crianças, idosos e pessoas com deficiência. Sábado, dia 15 de agosto, participaram na missa em louvor da Senhora dos Remédios, na Sertã. A semana teve como lema “Mãos no Leme, Coração em Missão”

Matilde Campanha, dos JSF, explicou ao Reconquista que nestes duas visitaram lares, tentaram desenvolver ações com as crianças que encontraram, houve cinema ao ar live, uma vigília missionária, uma oração ao jeito de Taizé, participaram nas missas, sempre no sentido de interagir com a comunidade, de quem se despediram domingo, com um lanche partilhado.

"Fomos muito bem recebidos pela comunidade da Sertã, que nos ofereceu alimentos para a semana e até nos levaram uma panela de sopa já feita. Tentámos ir a vários lares na zona, como o de Cabeçudo, Cumeada e Troviscal, fomos à creche O Pinheirinho, aos dois lares da Santa Casa da Misericórdia e ainda à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM)”, refere a jovem Matilde.

Esta atividade integra-se “nas semanas missionárias que acontecem durante o mês de agosto. Normalmente, quando nos inscrevemos, não sabemos com quem vamos, nem para onde vamos, apenas escolhemos que preferimos a primeira ou segunda quinzena do mês”.

Paralelamente, “está a decorrer o projeto Ponte, este ano no norte de Angola, em Soyo”.

O testemunho que dão a outros jovens que possam ter interesse em integrar o movimento é que a missão “é muito gratificante. Poder fazer bem aos outros, nos mínimos detalhes, quer seja com uma palavra, quer seja só estar ao lado da pessoa, fazendo a diferença, é muito gratificante”. É uma experiência que “ajuda a crescer, enquanto sociedade, enquanto pessoa e também enquanto fé. Além de irmos ajudar os outros, eu acho que nós próprios somos os que saímos mais recompensados desta experiência, com o coração cheio, pela forma como somos acolhidos”. No plano de atividades, há um momento pós-semana missionária, em outubro, onde todos se reencontram e fazem o balanço. Este ano será na zona de Braga.

A missa da Senhora dos Remédios contou com a presença do bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, D. Pedro Fernandes, que com estes jovens tem em comum serem espiritanos e a experiência das semanas missionárias.

“Eu acompanhei o movimento dos JSF durante bastantes anos e estas atividades de verão são desenvolvidas no formato de Semana Missionária, que são 10 dias de inserção de um grupo de jovens numa comunidade paroquial, fazendo trabalho de caráter social, mas também de caráter pastoral”, explica D. Pedro Fernandes, lembrando que depois “há outros formatos, como a Ponte Missionária, que é um mês de voluntariado fora de Portugal e este ano está a acontecer em Angola”.

Para o bispo esta experiência “é sempre bastante gratificante, porque são jovens que se empenham profundamente, são gente que vem das diferentes regiões do país e que se misturam e que têm em comum pertencer ao mesmo movimento dos JSF”.

Estes jovens “estão normalmente muito envolvidos e muito comprometidos nas suas paróquias, mas no verão misturam-se todos para estarem numa paróquia que não é a deles”.

O trabalho deles nas comunidades, “faz toda a diferença, mesmo para eles, porque para muitos destes jovens, e alguns são adolescentes, é a primeira vez que contactam com certo tipo de situações sociais, ao nível da terceira idade, ou ao nível da deficiência, ou ao nível da diminuição cognitiva, mesmo ao nível da infância, alguns problemas sociais um bocadinho mais delicados e isso fá-los ganhar consciência da diferença”.

Nesse sentido, “quase todos estão a viver uma realidade social e cultural diferente da de origem”.

O bispo diocesano concorda que esta é uma semente boa, que pode dar frutos na vida deles no futuro e fazer a diferença. “Acho que há aqui uma oportunidade enorme de abertura, de abertura de mentalidade, de abertura de coração, de capacidade de desenvolver. Portanto, de possibilidade, oportunidade de desenvolver a relação, a relação com outros jovens, com outras comunidades, com outras pessoas. De maneira que, nesse sentido, acho que é uma grande oportunidade de crescimento também para eles”, sublinha D. Pedro Fernandes.

COMENTÁRIOS