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Mundo: Temos medo do nome?

Paula Reis - 08/10/2026 - 9:01

Confronto armado (mesmo que seja com uma nova geração de armas).

Bens essenciais numa escalada de subida de preços sem fim à vista.

Ocupação de territórios para controlo de fluxos comerciais.

Ocupação de países.

Crimes de guerra.

Refugiados.

«Cimeiras de Paz».

No Golfo, por ser a «primeira Guerra em direto», corremos para os ecrãs com a curiosidade de espreitar o que nunca se tinha visto.

Como já não é novidade ficamos insensíveis, deixou de nos parecer perigoso ou aceitamos que faz parte da existência humana?

Até quando?

Até que a explosão seja no nosso País, na nossa rua, na nossa casa?

Parece que adormecemos no limbo do dia a dia, na lenta modorra do «não é nada comigo».

Se amanhã os noticiários abrirem com toda a parafernália de luzes, sons e discursos inflamados a anunciar que o Mundo está num cenário de Guerra Mundial vamos abrir a boca de espanto?

A seguir iremos a correr munir-nos de enlatados, pilhas, medicamentos e papel higiénico?

Os males do mundo deixaram de ser chamados pelos seus nomes (e o bem também), a forma como consumimos informação e como gerimos os nossos medos faz o resto.

Sim, é possível num mundo globalizado, acontecer uma guerra debaixo dos nossos pés, enquanto gerimos a rotina do dia a dia.

Não, não é normal que as «gerações mais qualificadas de sempre» sejam as mais permeáveis a engolir informação sem a questionar ou relacionar.

«Algo vai mal no Reino da Dinamarca.»

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