Confronto armado (mesmo que seja com uma nova geração de armas).
Bens essenciais numa escalada de subida de preços sem fim à vista.
Ocupação de territórios para controlo de fluxos comerciais.
Ocupação de países.
Crimes de guerra.
Refugiados.
«Cimeiras de Paz».
No Golfo, por ser a «primeira Guerra em direto», corremos para os ecrãs com a curiosidade de espreitar o que nunca se tinha visto.
Como já não é novidade ficamos insensíveis, deixou de nos parecer perigoso ou aceitamos que faz parte da existência humana?
Até quando?
Até que a explosão seja no nosso País, na nossa rua, na nossa casa?
Parece que adormecemos no limbo do dia a dia, na lenta modorra do «não é nada comigo».
Se amanhã os noticiários abrirem com toda a parafernália de luzes, sons e discursos inflamados a anunciar que o Mundo está num cenário de Guerra Mundial vamos abrir a boca de espanto?
A seguir iremos a correr munir-nos de enlatados, pilhas, medicamentos e papel higiénico?
Os males do mundo deixaram de ser chamados pelos seus nomes (e o bem também), a forma como consumimos informação e como gerimos os nossos medos faz o resto.
Sim, é possível num mundo globalizado, acontecer uma guerra debaixo dos nossos pés, enquanto gerimos a rotina do dia a dia.
Não, não é normal que as «gerações mais qualificadas de sempre» sejam as mais permeáveis a engolir informação sem a questionar ou relacionar.
«Algo vai mal no Reino da Dinamarca.»