Banda albicastrense prepara um novo trabalho. Foto DR
Cinco anos depois de terem lançado a última canção, os Norton voltaram a estúdio e dão a conhecer o primeiro single daquele que será o seu próximo disco.
“Changes” estará disponível a partir de 4 de outubro nas principais plataformas digitais e os albicastrenses prometem continuar longe da introspeção que marcou os primeiros anos.
Segundo a banda: há “frescura”, há uma canção “que deixa pouco por ler nas entrelinhas”, há uma canção “direta, carnal, potente arranque construído em cima de uma guitarra afiada, nervosa e gingona, vibrante até ao osso na teia intrincada de sintetizadores que vai tecendo até ao refrão explosivo, assertiva na forma como a secção rítmica lhe concede toda uma esmagadora elegância pop”.
Rodolfo Matos descreve a nova canção como fazendo “um bocadinho a ponte dos Norton dos últimos dois discos e do próximo, que está aí perto” mas que ainda não tem data para o lançamento.
A banda, que conta ainda com Pedro Afonso, Leonel Soares e Manuel Simões, tinha prometido a si mesma que não ia deixar passar tanto tempo até lançar um novo trabalho “mas a vida acontece à nossa volta e há coisas que não conseguimos controlar”.
Neste hiato chegou a paternidade, entre outras experiências de vida.
“Aproveitamos também para absorver essas experiências para nos inspirarmos para novos temas”, diz Rodolfo Matos, que fala num trabalho mais maduro.
Os Norton de hoje são também o resultado da digressão que fizeram pelo Japão “que nos impactou muito forte e levamos algum tempo a digerir”.
“Changes” foi gravado em Lisboa nos históricos estúdios Namouche, por onde passaram nomes tão variados como Rui Veloso, Carlos do Carmo, Moonspell, Clã ou Deolinda.
O videoclipe foi feito em casa, na Fábrica da Criatividade, realizado por Ricardo Leite.
O single será distribuído pelas plataformas digitais.
Para mais tarde – quando houver disco – ficam os formatos físicos, como o CD e o vinil, no qual imprimiram os seus dois últimos álbuns.
“Nós vimos de uma geração que está habituada a ter um disco na mão, a ver as fotos e a ler as letras. Esta coisa da internet para nós não tem o mesmo gozo”, assume Rodolfo Matos.