Foi no dia do seu aniversário que José Martins Roque terminou a construção de mais um barco, que entregou em Janeiro de Cima, onde já navegam, com turistas, outras embarcações da sua autoria. “Eu, barcos, já fiz alguns”, afirma, apesar de já lhes ter pedido a conta. Arte que aprendeu com o progenitor. “O meu pai pedia-me para pegar no fio, para marcar, aplainar, porque era tudo feito à mão, a fixar as travessas”, lembra. E neste processo, enquanto ajudante, ia fixando as técnicas. “São segredos que ficaram cá”, afirma, apontando para a cabeça. O primeiro barco que fez sozinho “já foi há trinta e tal ou quarenta anos”.