Ciência Viva” foi um Programa criado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1996, pelo ministro José Mariano Gago. Constituiu-se, depois, numa Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Ela procura aproximar a sociedade portuguesa da Ciência e dos cientistas, através de múltiplas iniciativas, quer promovendo o ensino experimental das ciências nas escolas, quer por campanhas nacionais de divulgação científica, quer pela implantação de uma Rede Nacional de Centros Ciência Viva, que se constituem em museus interactivos de ciência e tecnologia.
Ora, nestes tempos, nem sempre fáceis para muitas famílias, principalmente para aquelas onde há crianças e adolescentes sem poderem sair de casa, a “Ciência Viva” lançou o Programa “Ciência Viva em Casa” e que tem como subtítulo “Actividades para fazer em família para todas as idades.” Ora, de entre essas actividades, encontra-se a observação da Natureza, aquela que se situa dentro de casa e aquela que se avista da janela. Situações poderiam ser inventariadas e questões poderiam ser suscitadas aos filhos e em que os próprios pais interviriam para encontrar as respostas.
Assim, dentro de casa, que materiais geológicos a constituem? E quais aqueles que poderão ser observados? Quantos parapeitos de janelas e bancadas de cozinha estão cheios de vidas de outras eras e que agora ali mostram os seus vestígios fossilizados! Que outros materiais naturais, oriundos da matéria viva e não viva, são nela encontrados?
Temos plantas dentro de casa? Porque é que elas necessitam de ter claridade, a maior parte das quais colocadas junto de janelas? De que se alimentam? Existe algum cão ou gato em casa? De que raça são? Que outras raças existem destes animais e em que diferem?
Ponhamo-nos, agora, à janela.
Quantas formas diferentes de vida nos rodeiam! Olhemos atentamente e tentemos descobrir as espécies de plantas e animais, algumas das quais, muito modestas, habitam os nossos parapeitos e varandas. E lá fora? Aquelas árvores lá ao longe, que aves as habitam? Estamos no interior de uma cidade. Olhemos para o céu. Não é possível descortinar nenhuma forma de vida da janela de onde nos encontramos?
A diversidade e a quantidade de espécies vivas é cada vez menor. A Natureza está a tornar-se mais pobre. Que contributo pode dar cada um de nós para travar esta diminuição da diversidade na Natureza? Por onde começar? Abramos bem os olhos, pais e filhos, e deixemo-nos admirar pelo mundo natural que existe à nossa volta!
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