O tema da mensagem que o Papa Francisco escolheu para o próximo dia 1 de Janeiro, Dia Mundial da Paz de 2018, é “Migrantes e Refugiados: homens e mulheres em busca da paz.”
Perguntar-se-á como é que um tema como este pode interessar aos pais. Olhando para as notícias do mundo mas, também, para aquilo que nos rodeia, vemos que a paz parece ser um bem cada vez mais escasso.
Sabe-se quanto de importante é a paz num lar para o desenvolvimento pessoal e bem-estar de cada um dos seus membros. Centremo-nos, no entanto, nos 22,5 milhões de refugiados que se calcula existirem no mundo. São pessoas de todas as idades que fugiram dos seus países em guerra e que arriscam a vida em viagens, por vezes muito sofridas, para alcançarem um lugar onde possam viver em paz. Mas, a maior parte das vezes, o lugar que alcançam conduz a campos com arames farpados em volta e que, nem sempre, as condições que lhes são proporcionadas estão conformes com a dignidade humana.
A estas situações, vividas por crianças, velhos, mulheres grávidas e tantas outras pessoas com dificuldades, é difícil ficar indiferente.
De modo semelhante, à nossa volta, há igualmente problemas graves, talvez sem a crueza dos anteriores, em relação aos quais os pais pudessem chamar a atenção dos filhos, se possível através de acções, sobre o que significa ser solidário, ser voluntário e combater a discriminação.
A solidariedade tem a ver com o desejo de aliviar o sofrimento do outro e pode traduzir-se em comportamentos de ajuda, seja ela material, por palavras ou por atitudes. Dir-se-ia que o voluntariado é a expressão mais elevada da solidariedade pois ele expressa-se em uma pessoa dar o seu tempo na prestação de um serviço, sem remuneração e com compromisso, àqueles que precisam. Quanto à não discriminação, ela encontra-se regulada, até, por um princípio da União Europeia e consiste em “permitir a todas as pessoas um acesso equitativo e justo às oportunidades disponíveis numa sociedade.” Isto significa que as pessoas, em situações semelhantes, deverão receber tratamento idêntico, independentemente do sexo, origem racial ou étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
Nem sempre o que vimos em nosso redor nos fala da paz, da solidariedade e da não discriminação. Talvez isso possa constituir-se numa das razões para que a família viva estes valores e os possa transmitir às novas gerações.
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