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Pais em Tempos de Crises: A família e a fé dão sentido à vida?

Mário Freire - 09/02/2017 - 10:57

Esta foi uma pergunta feita pela moderadora do painel e que tinha origem na afirmativa que constituía o lema da XII Jornada Diocesana da Família, que teve lugar, há pouco, em Portalegre. A resposta foi sendo dada ao longo do dia, através de uma conferência, debates e testemunhos. Alguns pontos fortes emergiram das diversas intervenções efectuadas. Salientaria três.
Um deles é o de que o ambiente familiar, as atitudes dos pais perante as circunstâncias da vida, as relações que eles têm entre si e com os filhos, foram considerados como aspectos relevantes na construção do carácter destes. Os pais, para o melhor e para o pior, são os principais modelos dos filhos e a assunção desta realidade poderia suscitar naqueles mais prudência, mais tolerância e mais paciência no quotidiano do lar.
Um segundo ponto forte a salientar foi o da importância de que se reveste a preparação para o casamento. E, repare-se, que essa preparação não diz respeito apenas ao casamento religioso. Cada vez mais se assume, mesmo nos meios laicos, que ela traz grandes vantagens quer para as futuras famílias, quer para a sociedade. Quantos custos psicológicos, traumáticos até, acarreta o desfazer de um lar para uma criança e para os cônjuges envolvidos? Quantos custos sociais e económicos decorrem de uma rotura familiar, mesmo para o Estado? Em ligação com este tópico surge o modo de fazer esta preparação. Claro, que a informação é sempre útil, mas o convívio com casais com uma experiência matrimonial estável pode ajudar muito. A preparação, foi dito, é uma questão essencialmente relacional.
Um terceiro ponto forte salientado, de cariz religioso, é o da fé. Esta é o sustentáculo para os reveses da vida. Perante uma adversidade, sem cair no desânimo, há que aceitá-la e colocarmo-nos nas mãos de Deus: deixar que seja Ele a conduzir-nos pelo caminho da vida e que, quantas vezes, nos leva a paragens inesperadas. A oração em família é um meio, quer de criar laços mais fortes entre os seus membros, quer de se constituir num modo de a proteger dos males que, por diversas frentes, a atacam. 
Respondendo, então, à questão colocada em título desta crónica, uma família estruturada (que, tendo os seus problemas, procura com empenho resolvê-los), e uma fé a sustentá-la, dão um sentido à vida.
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