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Pais em Tempos de Crises: Educar para os valores

Mário Freire - 31/01/2019 - 10:42

A educação dos filhos é tarefa complexa e abrangente. Para que ela seja o mais completa possível terá que contemplar a multiplicidade da personalidade humana, seja nos aspectos físicos, intelectuais, emocionais, éticos e religiosos. Nem sempre, porém, tal acontece e a preocupação, por exemplo, só com os factores físicos ou intelectuais, com a indiferença pelos outros, poderá gerar personalidades que não chegam a desenvolver todo o seu potencial, privando-as, assim, de um enriquecimento que muito contribuiria para uma maior realização pessoal.

Maria Lucea, colaboradora da Revista Digital espanhola “Fazer família”, num dos seus artigos, coloca as questões: quais são as melhores idades para educar para os valores? E que valores poderiam promover-se nas diferentes etapas do desenvolvimento da criança?

Ora, parece ser entre os três e os doze anos o período ideal para proporcionar à criança a aquisição de comportamentos e hábitos que a tornarão num adolescente sem problemas de maior e, depois, num adulto suficientemente estruturado para fazer face às turbulências da vida.

Assim, Maria Lucea diz que a criança, a partir dos sete anos, começa a compreender o valor moral da verdade. Para isso, o adulto, com serenidade e paciência, terá que incentivá-la a falar verdade, mesmo que tal lhe desagrade. A não acontecer tal incentivo, a criança descobre que a mentira pode trazer-lhe, por vezes, algumas vantagens, e isso é susceptível de se tornar num hábito.

Outro valor a promover é a generosidade. Assim, diz Lucea, que a criança entre os sete e os onze anos gosta de prestar serviços, de ajudar. Aproveitando esta sua disposição, é o momento oportuno para desenvolver nela, igualmente, o gosto pelo trabalho e o valor da cooperação. Pedindo-se-lhe a ajuda em tarefas adequadas à sua idade, ela percebe que há necessidade de nos entreajudarmos para alcançarmos determinados objectivos e, para isso, temos que trabalhar em conjunto.

A força de carácter, isto é, a vontade de enfrentar os obstáculos é um outro valor a considerar pelos pais. Há, então, que incentivar a criança a esforçar-se, a insistir, a não desistir perante a multiplicidade dos pequenos incidentes que vão ocorrendo na sua vida. Para que tal aconteça, torna-se necessário, adverte Maria Lucea, que os pais não superprotejam os filhos, não se substituam a eles naquelas tarefas que eles próprios tenham condições de realizar.

Eis alguns dos valores a considerar pelos pais, nas suas relações com os filhos.

 

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