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Pais em Tempos de Crises: Os pais e a escola - a propósito de um documento do M.E.

Mário Freire - 02/03/2017 - 9:31

O Ministério da Educação colocou há pouco, para discussão pública, até ao próximo dia 13 de Março, um Documento que intitulou de “Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória”. Pretende-se, com ele, definir o que se deseja para a aprendizagem dos alunos, nos vários campos em que ela se implica, durante os 12 anos de escolaridade. Este Documento, onde se explicitam os princípios, a visão, os valores e as competências que servem de referencial às aprendizagens dos alunos, “convoca os esforços e a convergência da sociedade – pais, encarregados de educação, famílias, professores, educadores e restante comunidade educativa…”
Sem, de modo algum, menorizar os outros intervenientes educativos é, na verdade, nos pais e nas famílias que reside, em primeira instância, o sucesso escolar dos alunos. Ora, os pais podem contribuir de várias maneiras para o sucesso escolar dos seus filhos. Identificaria três delas.
- O proporcionar dentro de casa aquele ambiente de paz, de tranquilidade, de serenidade, de confiança, de existência de regras e de um espaço físico para o estudo, sem factores que distraiam, estabelecendo-se prioridades em relação ao que é essencial. 
- O empenhamento que os pais colocam na aprendizagem dos filhos, interessando-se sobre o andamento dos estudos e, se possível, acompanhando-os nos trabalhos escolares. 
- Os pais não podem colocar-se de fora das iniciativas da escola, muito especialmente nas reuniões de pais. Muitas destas iniciativas fazem apelo à sua participação directa seja em festas, debates, visitas, testemunhos, etc.. Participar nestes acontecimentos é transmitir aos filhos um sentimento de interesse por tudo o que se passa na escola e que eles, filhos, não estão sós no seu trabalho escolar.   
Enfim, as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação podem ser muito boas, os professores ainda melhores, utilizarem-se óptimos equipamentos, etc., mas se a família não funcionar adequadamente, toda a aprendizagem do aluno está em risco. Penso, por isso, que o Documento ficaria enriquecido se pudesse incluir um item, por breve que fosse, sobre a importância da família como condição básica para que o tal “Perfil” possa ser uma realidade para os alunos, quando terminam a sua escolaridade obrigatória. 
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