O mundo de hoje, a nível planetário, está condicionado por esse instrumento poderosíssimo – a internet - em que uma rede complexa de pessoas, de grupos e de instituições interagem, decorrendo daqui consequências decisivas para o nosso futuro, quer como pessoas, quer para a sociedade.
Retiraria do livro, saído no passado mês de Setembro, intitulado “Dependências Online – O poder das tecnologias” de vários autores e sob a coordenação de Ivone Patrão (Editora Pactor), os seguintes dados (pág.35):
- “Em meados de Novembro de 2015, o número de utilizadores da internet aproximava-se dos 3,5 mil milhões, representando uma taxa de utilização superior a 46% da população mundial e um crescimento de 826% em relação ao ano 2000;
- No primeiro trimestre de 2015, praticamente mil milhões de utilizadores acederam diariamente à maior rede social da actualidade, o facebook, tendo este acesso aumentado 41% relativamente ao mesmo período de 2013.”
Por outro lado, o número de smartphones deverá ultrapassar, no final deste ano de 2016, o número de dois mil milhões. (Para quem ande um pouco mais à margem destes temas, diga-se que os smartphones são telemóveis inteligentes os quais, para além das funções tradicionais, aliam mil e uma outras funcionalidades que o uso da internet possibilita.)
Além disso, e segundo a fonte que estou a utilizar, em Portugal, 86,9% de adolescentes e 74,4% de jovens adultos acedem à internet todos os dias. Teremos, então, que nos perguntar até que ponto os modelos educacionais que utilizamos na escola, em outras instituições mas, principalmente, na família estão a ser conformes com esta nova realidade que nos impregna em todas as dimensões da nossa vida. Como é que os pais podem lidar melhor com os filhos, educá-los e prepará-los para o mundo novo que estamos já a viver? Uma realidade parece tornar-se cada vez mais evidente: os pais que estão familiarizados com estas tecnologias estão em melhores condições para exercerem um controlo sobre o uso que os filhos delas fazem; por sua vez, aqueles pais que, por motivos vários, não possuem essa familiarização, terão mais dificuldades em supervisionar os actos dos seus filhos, pelo menos no que a estas novas tecnologias se refere. Ora, sabemos quanto importante é para a criança e para o adolescente sentirem que podem ter um interlocutor junto deles que os não deixa “navegar” sem destino!
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