Mais um ano de trabalho se retoma.
O mês de Agosto, mesmo para quem não pôde sair, por breves dias, do local onde habitualmente reside, mesmo para quem não teve férias nesse mês, parece colocar em suspenso as nossas actividades habituais.
No Interior em que vivemos, com o calor a fustigar-nos o corpo e, por vezes, também a alma, ainda mais essa sensação de fazer parar algo que se trazia para dar início a outro ciclo da nossa vida se acentua.
Julgo que este princípio de Setembro é propício aos pais para questionar os filhos, principalmente se estes são já pré-adolescentes ou adolescentes, sobre o que esperam do novo ano de trabalho, o que é que verdadeiramente lhes interessa, o que é que eles pretendem atingir e como atingi-lo.
Depois, a vida não é só estudar, nem conviver com os colegas e amigos, nem andar numa roda viva, sem tempo para paragens.
Há que reflectir sobre o que acontece, por que acontece, ter tempo para pensar para, depois, melhor agir.
Ora, neste segundo tempo, no porquê dos acontecimentos, naquilo que os originou e nas consequências que deles advieram mas, também, no lançar o olhar para outras direcções que se situam para além das do estudo, os pais podem desempenhar um papel central na educação dos filhos.
Mas que direcções são essas?
Resumi-las-ia a três: em relação aos outros, os que estão à nossa volta, os que mais precisam, em que medida poderíamos ajudá-los?
Em direcção ao alto, a Deus, em que medida essa relação poderia ser mais íntima e intensa?
Em direcção a nós próprios, em que medida poderíamos conhecer-nos melhor?
As respostas a estas questões podem ser dadas com a ajuda de instituições especialmente vocacionadas em lidar com pré-adolescentes, adolescentes e jovens, de que os escuteiros são um exemplo.
Chegou Setembro! É tempo de acção para pais e filhos mas… com reflexão!