Novo projeto já foi dado a conhecer em Proença-a-Nova
José Lourenço sonhava um dia voar. Por isso, decidiu tirar um curso de paramotor, que lhe permite levantar voo e ver o mundo a partir da perspetiva de um pássaro. Confortavelmente sentado, desfruta da paisagem e da adrenalina de navegar pelas correntes térmicas, entrar em nuvens, ganhar altitude ou perdê-la a grande velocidade. Tudo em segurança.
Natural de Proença-a-Nova e conhecedor das condições do Aeródromo Municipal, decidiu propor à autarquia a concretização de um projeto para promover esta modalidade desportiva derivada do parapente. Um projeto realizado em parceria com Eduardo Lagoa, da empresa Flytime, piloto de parapente há mais de 25 anos e com 19 de experiência na formação de pilotos de parapente e paramotor, com vários títulos nacionais. Já foi selecionador nacional de parapente.
Assim surge o projeto Fly Proença, que deu os primeiros passos, ou melhor, os primeiros voos no último sábado, 9 de fevereiro. Foram várias as pessoas que tiveram oportunidade de viajar num paramotor bilugar, acompanhadas por Eduardo Lagoa. O dia encerrou com uma viagem entre os aeródromos de Proença-a-Nova e de Castelo Branco.
“Já tínhamos um homem da terra que está aqui implementado. A ideia é enraizar um projeto que permita desenvolver e fazer crescer esta atividade em Proença-a-Nova, uma vez que existem aqui condições naturais fantásticas e uma zona segura também”, explicou Eduardo Lagoa pouco depois de parar o paratrike, que permite proporcionar um voo acompanhado a quem só queira desfrutar das paisagens.
Em breve, o Fly Proença irá divulgar os contactos e o plano de atividades, que inclui dois eventos, um dos quais em parceria com a Federação Portuguesa de Voo Livre, entidade que promove a Liga Nacional de Paramotor, com o objetivo de começar a criar uma comunidade mais ativa na região.
CONDIÇÕES Eduardo Lagoa tem a sua escola a funcionar na região de Lisboa e explica que há uma pequena diferença para quem voa em Proença-a-Nova: a componente térmica (faz mais calor e não há ar marítimo). “A atividade térmica é aquilo que nos dá prazer, é o desafio da natureza, é descobrir a corrente térmica, subir, chegar a uma base de uma nuvem rapidamente. A magia de entrar numa nuvem é algo de fantástico a que não estamos habituados no dia-a-dia. Proença-a-Nova tem essa vantagem. Tem muitas correntes térmicas”.
A Fly Proença equaciona já a realização de novos voos, nomeadamente em parapente na Serra das Talhadas.